A prevalência de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) está aumentando em todo o mundo, sendo considerada uma pandemia ou seja um aumento da doença a nível mundial, estima-se um aumento de 65% de casos ate 2045. Principalmente por causa dos fatores de estilo de vida e envelhecimento da população em muitas sociedades.

Pacientes com Diabetes apresentam alto risco de complicações macro e microvasculares, o que pode ser reduzido por um bom controle metabólico e redução de outros fatores de risco cardiovascular.

A American Diabetes Association (ADA) e a Associação Européia para o Estudo do Diabetes (EASD) publicaram as diretrizes para o tratamento do Diabetes. Essas diretrizes defendiam a intervenção no estilo de vida e a terapia com metformina após o diagnóstico de diabetes. Para alcançar o controle metabólico representado pela hemoglobina glicada, que é uma exame que mostra os níveis glicêmico por um período médio de 3 meses, geralmente <7%, o ajuste rápido da medicação e o início precoce da terapia com insulina foram recomendados se as medidas terapêuticas iniciais não atingissem os objetivos glicêmicos desejados. Os cuidados clínicos publicados, incluem entre outros:

– o controle rigoroso da pressão arterial (<130 mmHg sistólica, <80 mmHg diastólica),

– monitoramento e tratamento da dislipidemia LDL,

– colesterol <2,6 mmol/l,

Não menos importantes são o rastreamento para nefropatia (complicações nos rins), retinopatia (complicações da visão) e polineuropatia distal (complicações especialmente nos pés como as feridas) no momento do diagnóstico e anualmente precisam ser realizados estes exames.

Todas estas medidas são instituídas por especialistas visando o controle da diabetes tendo como alvo a um nível de hemoglobina glicada de ≤7%.

Porém a qualidade do controle metabólico, a eficácia das medidas terapêuticas e os esforços para prevenir complicações tardias em pacientes com diabetes geralmente não atingem as metas estabelecidas pelas recomendações e diretrizes do tratamento.

No diabetes tipo 2, a modificação do estilo de vida, juntamente com a terapia farmacológica, representa a pedra angular do tratamento intensivo, alcançando uma redução substancial do risco de eventos indesejados como cegueira, feridas nos pés, problemas nos rins e infarto.

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