As úlceras de membros inferiores são complicações freqüentes em adultos com doença falciforme. A fisiopatologia relaciona-se a vasculopatia devido a hemólise cronica com vaso-oclusão e disfunção endotelial. Isto acarreta uma isquemia local e que prejudica a circulação de sangue da pernas especialmente na parte distal ou seja próximo aos pés.
Ocorrem entre 8% a 10% dos pacientes homozigotos, mas existem relatos de incidência maior de 50% em pacientes que residem em áreas tropicais. A variabilidade ocorre por diferenças genéticas e condições ambientais. São mais comuns em pacientes do sexo masculino, acima dos 10 anos de idade. Estas feridas são dolorosas e podem ser únicas ou múltiplas. Ocorrem em áreas com menor tecido subcutâneo e pele fina, como a região maleolar interna ou externa, tibial anterior, área do tendão de Aquiles e em menor número no dorso do pé. Seu aparecimento pode ser espontânea ou em conseqüência de pequenos traumas e atualmente não existe forma de prevenção. A recorrência é freqüente, a cicatrização é lenta.
Dentre os métodos disponíveis atualmente, a terapia a laser de baixa potência (LLLT) é uma tratamento promissor importante, seguro e prático. Estudos in vitro e in vivo demonstraram que a LLLT é um método eficaz para modular o reparo tecidual, contribuindo significativamente para um processo de cicatrização mais rápido e organizado.
O tratamento com o laser de baixa potência (LLLT) tem sido muito eficiente no casos de Ulceras falcêmicas pela sua ação na micro e macrocirculação ou seja melhora fluxo de sangue e atua junto ao processo inflamatório o que reduz a dor destes pacientes. O tratamento e interdisciplinar uma equipe com médicos para controle da anemia nutrição e enfermeiros especialistas. Uma escolha adequada de terapia e esforço da equipe médica pode tornar o processo de cicatrização mais rápido e reduzir possíveis complicações.